Publicado em 08-Fev-2012
E para incluir mais 3,8 milhões de brasileiros entre 4 e 17 anos...
A ONG Todos pela Educação divulgou um estudo que revela que ainda
precisamos incluir nas salas de aula 3,8 milhões de brasileiros entre 4 e
17 anos. Houve um avanço na última década, com um aumento de 9,2% na
taxa de acesso à escola. Mas ainda precisamos avançar e rapidamente.
Atualmente, o número de crianças e jovens dentro da escola equivale a
91,5% da população nesta faixa etária.O estudo "De Olho nas Metas" é um relatório anual cujo objetivo é acompanhar indicadores educacionais ligados às cinco metas estabelecidas pelo Todos Pela Educação para serem cumpridas até 2022. Para se alcançar este objetivo, a ONG calcula que, em 2010, ano base do estudo, a meta intermediária deveria ser contar com 93,4% das crianças e dos jovens de 4 a 17 anos matriculados e frequentando a escola.
Pelo levantamento, as séries com os piores resultados são justamente as que se situam nas duas pontas: pré-escola e ensino médio. Os números dão conta que 80,1% das crianças de 4 e 5 anos recebem atendimento. E, no ensino médio, na faixa de 15 a 17 anos, os inseridos na rede pública são 83,3%.
Governo está atuando
O governo está atento ao desafio que se coloca. Sua resposta ao déficit de vagas está em curso. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, prometeu dar ênfase ao Pró-Infância, programa de construção de pré-escolas e creches. Pretende, até 2014, dispor de seis mil novas creches. O programa, inclusive, foi incluído no PAC, prevendo o repasse de R$ 2,3 bilhões para prefeituras acelerarem a construção de creches e pré-escolas e de quadras esportivas.
Mercadante admite que parte do problema está no ritmo de construção das obras a cargo das prefeituras. E o governo pretende oferecer aos municípios novos métodos, a exemplo das construções de pré-moldados. A ideia é reduzir as obras de dois anos para até seis meses.
No c aso do ensino médio, o ministro avalia que a evasão escolar se dê muito mais pela falta de interesse que a escola desperta, frente os atrativos do mercado de trabalho. Sua proposta para transformar o quadro passa pela introdução de projetores digitais e tablets nas escolas, o que permitirá aos professores criarem aulas mais dinâmicas e interessantes.
Plano Nacional da Educação
O mesmo estudo da ONG Todos pela Educação aponta que, na área de aprendizagem de estudantes, 56% das cidades não alcançaram os objetivos esperados em português e matemática no 5º ano do ensino fundamental. No 9º ano, esse valor chega a 60%.
Para darmos o salto que precisamos é fundamental a aprovação do Plano Nacional de Educação no Congresso. Ele impactará diretamente 58 milhões de estudantes. Na prática, PNE deve dirigir as ações integradas do Poder Público – nas três esferas de poder – com vistas a garantir uma edu cação de qualidade ao brasileiro até 2020. Suas 20 metas contemplam desde as creches até o pós-graduação. No governo Dilma, o Plano recebeu 2.919 emendas parlamentares.
A saída para a defasagem na educação ante as metas de inclusão e de qualidade passa, também, pela Prova Brasil, diagnóstico em detalhes do desempenho de cada escola, afixação de metas, definição de medidas para superá-las e, de novo, avaliação dos resultados obtidos

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