Insuficiência de espaço
físico, ambientes insalubres para os funcionários e usuários, falta de
medicamentos, equipamentos e materiais para desenvolvimento do
programa, equipes incompletas e não funcionamento de oito horas diárias
pelas Unidades de Saúde da Família. Segundo médicos do Conselho Gestor
do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), essas foram as conclusões
da auditoria do Ministério da Saúde, realizada em Belém de janeiro a
setembro de 2011.
Os médicos disseram também que a auditoria informou sobre os recursos
financeiros repassados à Sesma (Secretaria Municipal de Saúde) pelo
Ministério da Saúde: dos R$ 10,1 milhões repassados para a Saúde de
Belém, a Sesma deverá ressarcir a União a quantia de R$ 3,7 milhões.
Foram notificados pela auditoria para apresentar justificativa sobre os
problemas constatados, a secretária municipal de Saúde, Sylvia
Christina Souza de Oliveira Santos; o ex-secretário Sérgio Pimentel; o
presidente do Conselho Municipal de Saúde, Bremen Raimundo Cardoso da
Silva; e o secretário executivo de saúde do Estado, Hélio Franco de
Macedo Júnior. Somente o presidente do Conselho Municipal apresentou
justificativa.
Diante das conclusões da auditoria do Ministério da Saúde, os
dirigentes do Sindmepa observam que a gestão da saúde de Belém é uma
gestão temerária para toda a saúde. 'Vamos propor novamente uma
intervenção do Ministério da Saúde em Belém, porque a situação do
município está tão grave que eles estão começando a comprometer o
Estado do Pará', declarou o diretor administrativo do Sindmepa, João
Gouvea, durante entrevista coletiva nesta terça-feira (14). (Portal ORM)

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