A
base de sustentação parlamentar do governo está fazendo água. O PDT já
rompeu, o PR está com um pé na prancha, o PMDB insatisfeito com os
parcos recursos do que administra e com um foco de incêndio nas ações da
deputada Simone Morgado. Hoje, o deputado Martinho Carmona pulou do barco,
dando cunho oficial ao gesto ao relatar, da tribuna, que foi procurado durante
a campanha pelo governador Simão Jatene, ajudou sua eleição com dezenas de
milhares de votos e até hoje não foi recompensado como combinado. Carmona disse
que lhe foi oferecida uma Secretaria que já é do PMDB - prontamente recusada -,
e que identifica em tal oferta a clara intenção de criar animosidade dentro de
seu partido.
Já
o deputado João Salame, líder do PPS, renunciou à vice-liderança do Governo na
Alepa depois que foi retaliado com a exoneração dos seus indicados no
Executivo. O primeiro foi seu assessor de imprensa, jornalista Antonio José
Soares. Salame ficou indignado com o tratamento que lhe foi dispensado no
pós-plebiscito e a intervenção na AMAT-Carajás. “Ao invés de chamar e
repactuar, tomaram minhas críticas como uma agressão aos inquilinos do poder.
As relações, que já não eram boas, estão cada vez mais deterioradas. A postura
é arrogante. Até o secretário de Comunicação cria crise”, desabafou, lembrando
que entrou de corpo e alma na campanha de Jatene desde o primeiro momento,
tendo inclusive bancado com seus próprios recursos material de propaganda.

Nenhum comentário:
Postar um comentário