Suspeitas de fraude já deixam AL sem material
Os
sucessivos escândalos de fraudes na Assembleia Legislativa já incomodam
boa parte dos deputados estaduais. Além de contratação de consultoria
externa para apontar os problemas administrativos da Casa, já decidido
pelo colégio de líderes partidários com o presidente Manoel Pioneiro
(PSDB), as bancadas já propuseram algumas medidas para tentar evitar
mais problemas. Atualmente falta papel, tinta para impressoras e até
copos descartáveis, já que os pregões para contratação de fornecedores
de produtos foram suspensos por suspeitas de irregularidades.
A bancada do PT apresentou dois
projetos de resolução, sob a alegação de contribuir para que a
administração seja mais ágil e transparente. Um deles propõe a
tramitação, discussão e aprovação da proposta orçamentária da Casa às
claras, com a possibilidade de emendas de todos os 41 parlamentares,
cabendo às comissões de Justiça e Financeira analisar e dar parecer às
propostas dos deputados. Depois da análise técnica o plenário votará a
proposta de orçamento do Legislativo estadual, antes de enviar para o
Executivo incluir no projeto de lei orçamentária geral do Estado.
Na verdade a proposta não é recente.
O projeto de resolução foi apresentado pelo então líder da bancada
petista Carlos Bordalo, mas como sua tramitação ficou parada nas
comissões técnicas, o atual líder da bancada, Zé Maria Souza, através
do artigo 111 do regimento interno da Casa, requereu que o projeto seja
incluído na pauta de votação do plenário, como determina a lei.
A justificativa dos petistas é que a
proposta não tem intenção de intervir nos trabalhos da Mesa Diretora da
Casa, mas assegurar a participação de todos os deputados na elaboração
do orçamento de forma clara, a fim de que todos possam saber a exata
destinação dos recursos. “Um orçamento não pode ser preparado
unilateralmente, sem discussão aberta, democrática, para que a
sociedade saiba o que se pretende fazer com os recursos públicos”,
expõe o líder petista.
Outra proposta reapresentada pelo
novo líder, após um ano engavetada, é para que as pautas das sessões
sejam previamente discutidas e decididas pelo colegiado de líderes
partidários, alterando o artigo 145 do regimento interno da Casa, que
prevê apenas que seja dado conhecimento aos deputados dos projetos da
pauta pelo menos antes do começo das sessões. Atualmente, os deputados
se queixam que sequer sabem o teor dos projetos em que devem votar na
hora da sessão plenária. Os petistas querem a divulgação por meio
eletrônico e impresso pelo menos 24 horas antes das sessões plenárias. (DOL)

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