Ao discursar no
encerramento do Seminário Brasil-EUA: Parcerias para o Século XXI, a
presidenta Dilma Rousseff afirmou que o Brasil repudia todas as formas
de protecionismo, especialmente o protecionismo cambial. Segundo ela, a
fragilidade da economia mundial não pode servir de pretexto para que
países desenvolvidos apliquem políticas monetárias expansionistas.
“Queremos reiterar que o Brasil repudia todas as formas de
protecionismo, e portanto, inclusive essa que se configura como sendo
uma espécie de protecionismo cambial. Nós acreditamos portanto que a
fragilidade da economia mundial não pode converter-se em pretexto para
que a gente reedite o que aconteceu no século passado, na década de 30,
com trágicas consequências”.
Em seu discurso, Dilma voltou a abordar a crise econômica internacional e
disse que a solução para o problema não passa pela aplicação de
políticas recessivas. Para a presidenta, nenhum país ou região está
imune às turbulências que afetam a economia e as finanças
internacionais. “Eu tenho convicção de que a saída para a crise não está
em políticas recessivas nem na supressão de conquistas sociais (…) Só
políticas monetárias não contribuem para a retomada do crescimento”,
disse.
A presidenta afirmou que as políticas monetárias expansionistas adotadas
pelos países em desenvolvimento são nocivas para os países emergentes,
que segundo ela, são hoje o motor do crescimento econômico
internacional.
No discurso, Dilma afirmou que a desvalorização das moedas feita
artificialmente pelos países desenvolvidos cria uma situação de
competição adversa e provoca a queda na taxa de investimento e no
crescimento das economias emergentes. A presidenta defendeu que se
busque no âmbito do G-20 soluções sustentáveis e eficazes para a crise.
(Blog do Planalto)


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