Estamos diante de uma
mudança de qualidade em nossa política econômica, composta de vários
fatores: a redução da taxa Selic pelo Banco Central (BC) em 0,75%,
trazendo-a para 9% ao ano – a 6ª queda desde agosto de 2011 – já tendo
em vista a inflação dos próximos 12 meses; juros reais de 3,4%,
descontada a inflação; e a decisão dos bancos privados de acompanhar o
movimento dos públicos reduzindo taxas e spreads. Mesmo com a decisão do Comitê
de Política Monetária (COPOM) do Banco Central (BC), de reduzir a Selic,
o Brasil continua em 2º lugar no ranking dos países de mais alta taxa
de juros do mundo Estamos atrás apenas da Rússia, com seus 4,2%.
O Itaú-Unibanco e o Bradesco aderiram à lista dos grandes bancos que
anunciaram reduções nas taxas de juros alguns dias depois de HSBC e
Santander terem tomado medida idêntica. Os quatro seguem o movimento
iniciado pelo Banco do Brasil (BB) e pela Caixa Econômica Federal (CEF)
este mês, quando, seguindo orientação da presidenta Dilma Rousseff,
lançaram programas com taxas menores. O quadro também é acompanhado por
medidas para a contenção da valorização do real ante ao dólar e de
políticas de defesa comercial e industrial do Plano Brasil Maior. Essa
mudança de qualidade revela-se, ainda, na relação entre os agentes
econômicos, governo e empresas, bancos e mercado.
A questão de fundo é que, na atual conjuntura mundial, nossa economia
não deve perder o ânimo de crescimento. Não devemos desperdiçar o fator
confiança e esperança que impulsiona uma sociedade jovem e a ser
construída, como a nossa. Mais do que isso: não podemos ter ilusões
sobre o mundo e a realidade das economias da Europa, Estados Unidos e
China, movidas por seus próprios interesses nacionais. Caso contrário,
corremos o risco de perdemos uma extraordinária oportunidade histórica
que o próprio povo nos deu democraticamente, ao escolher um caminho e um
rumo de desenvolvimento nacional com distribuição de renda e
democracia. (Blog do é Dirceu)

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